Quem é você, Cami?
Sou uma mulher que questiona! A vida, as estruturas, os silêncios aprendidos e as histórias que nos mandaram engolir como verdade. Minha trajetória não é linear, tampouco confortável. É feita de travessias, rupturas e perguntas que nunca couberam em respostas prontas.
Ao longo dos anos, aprendi que o que não encontra palavra, encontra sintoma e que toda história não contada pra si, continua se repetindo. A self-story sempre foi o meu território. Escrever, observar, nomear e revisitar narrativas - pessoais e coletivas - é a forma que encontrei de me manter viva e consciente. É assim que atravesso meus próprios embaraços e reconheço os da sociedade que habitamos.
Caminho entre a psicanálise, o trauma, o corpo, a arte e a espiritualidade, mas não me fixo em nenhum lugar, pois pra mim, a alquimia sustenta um olhar amplo, crítico e sensível sobre a experiência humana. Nada me interessa mais do que o ponto em que identidade, expressão e verdade se encontram. A visão corpo, mente e espírito sempre está muito alquimizada e integrada na forma como experiencio a vida e entrego meu servir.
Questiono o automatismo, a performance, os papéis herdados.
Questiono o feminino que adoece tentando caber.
Questiono a ideia de que precisamos ser consertadas para então viver.
Sou artista e minha arte caminha lado a lado com minha missão.
As mandalas que crio não são apenas pinturas - são mandalas pictopsicografadas. Cada uma nasce do campo sutil da pessoa para quem ela é destinada. Ao me conectar com essa energia, recebo impressões, símbolos, cores, mensagens, e às vezes até ancestrais e guias espirituais se apresentam. É um processo artístico, terapêutico e energético. É alma pintando alma!
Acredito que expressão é um ato de consciência e que quando uma mulher revisita sua história, escolhe novas palavras e ocupa sua voz, algo se reorganiza: dentro e fora.
Escrevo, falo, conduzo e crio espaços a partir desse lugar: onde a verdade não precisa ser bonita, basta ser inteira.
Reconheço minha missão como ser Guia para pontes:
Entre mulheres e suas histórias.
Entre dor e potência.
Entre caos e beleza.
Entre o que fomos, o que somos, e o que ainda podemos ser.
Se você se reconhece nas perguntas mais do que nas respostas, provavelmente estamos caminhando na mesma direção.